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Com esse tipo de coerção, o governo do presidente Trump está entregando um enorme presente para o presidente, cuja reeleição os Bolsonaros dizem que só eles conseguem impedir
William Waack 02/06/26 às 22:05 | Atualizado 03/06/26 às 8: 00
O governo americano, através do secretário de Estado Marco Rubio, disse que o Brasil não é um país amigo dos Estados Unidos. E daí? Que diferença faz?
Os americanos estão tratando aliados até pior do que adversários declarados, e demonstraram que dão pouca bola ao que dizem ou querem aqueles que se declaram amigos do presidente americano, Donald Trump, como os irmãos Bolsonaro.
Os Estados Unidos estão ameaçando impor tarifas extras ao Brasil. Também como forma de atacar um meio de pagamento – o Pix – que os americanos acham que é concorrência desleal a empresas deles.
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Com esse tipo de coerção, o governo do presidente Trump está entregando um enorme presente eleitoral para o presidente Lula, cuja reeleição os Bolsonaros dizem que só eles conseguem impedir.

Achando que nossos problemas serão resolvidos por quem nos trata a pontapés? A postura atual do governo americano em relação à região e ao Brasil é exigir mais do que alinhamento aos interesses econômicos e de segurança deles.
Exige vassalagem, que os irmãos Bolsonaro traduzem como amizade. Ignorando o básico do básico: potências não têm amigos, têm apenas interesses. Os interesses americanos são bem claros.
Os do Brasil nunca foram bem definidos e acabaram negligenciados por sucessivos governos, inclusive o atual, que evitou hoje criticar diretamente Trump.
