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Pesquisa mostra que Cury recua para 4%; soma dos demais candidatos ao Planalto também caiu com relação a resultados anteriores ao longo do período eleito
Por Luis Felipe Azevedo (para), Neto Gaia.

Candidatos a presidente: Lula, Flávio, Caiado, Renan Santos, Cury e Zema — Foto: Montagem de fotos
A menos de uma semana da ida dos brasileiros às urnas, pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno. Em seguida, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 34%. O levantamento, encomendado pelo grupo Globo, é o primeiro do instituto após a proibição das bets no país pelo Planalto. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
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Os dados mostram o escritor Augusto Cury (Avante) com 4%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) marca 4%, enquanto o ativista Renan Santos e o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) têm 3% e 1%, respectivamente. Houve uma redução nas intenções de voto deste grupo ao longo deste período eleitoral.
Na rodada anterior, divulgada há uma semana, Lula aparecia com 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio tinha 33%. Já Cury marcava 6%, contra 4% de Caiado e 3% de Renan. Zema, por sua vez, alcançava 1%.
As entrevistas ocorreram entre 24 e 27 de setembro. Ou seja, já mediu, em partes, o efeito da proibição das bets no país, anunciada por Lula no início da noite do último dia 25. Foram ouvidos 2.004 eleitores. Com nível de confiança de 95%, o levantamento foi cadastrado junto à Justiça Eleitoral com o código BR-06520/2026.
A medida foi estabelecida por uma Medida Provisória e proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. A partir da publicação da MP, novos depósitos nas plataformas foram proibidos. Os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis. A partir do dia seguinte, sites e aplicativos deverão sair do ar, enquanto os saldos remanescentes serão devolvidos pelos bancos entre 9 e 14 de outubro.
Além da proibição das operações, o governo também determinou o fim da publicidade e de novos contratos de patrocínio das empresas do setor. Materiais e patrocínios já contratados poderão continuar sendo veiculados até 5 de outubro. A medida também prevê reforço da fiscalização contra plataformas que continuarem funcionando de forma ilegal.
