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Difusão Prateada serve para encontrar ativos fora do país de origem do investigado; avaliação já foi discutida com o chefe da Interpol
01/06/26 às 13:19 | Atualizado 02/06/26 às 9: 35

Daniel Vorcaro ao dar entrada na Penitenciária de Potim-SP • Reprodução
A PF (Polícia Federal) quer incluir o nome do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na Difusão Prateada. Diferente da vermelha, de foragidos internacionais, essa é para encontrar bens e imóveis de um investigado que estejam fora do Brasil e são frutos de crime, na avaliação de investigadores.
A medida pode esclarecer quantos bens Vorcaro comprou fora do Brasil antes de sua prisão. A investigação já estuda pedir cooperação internacional nos Estados Unidos para rastrear valores e trusts em solo norte-americano.
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Para que seu nome seja incluído nessa lista, porém, é necessária uma análise da Interpol, a organização internacional de cooperação policial. O procedimento prevê que a Polícia Federal solicite a inclusão, cabendo à entidade avaliar se o pedido atende aos critérios para ser aceito.Play Vídeo
Se houver o aceite, as polícias de outros países compartilham informações de registros de imóveis, compra de quadros, joias, por exemplo. E endereços de onde os bens estão para posterior bloqueio judicial.
A Difusão Prateada foi lançada, em janeiro do ano passado, Valdecy Urquiza, secretário-geral da Interpol, afirmou: “Privar criminosos e suas redes dos lucros ilegais é uma das formas mais poderosas de combater o crime organizado transnacional, especialmente considerando que 99% dos bens criminais não são recuperados. Ao focar nos ganhos financeiros, a Interpol trabalha para desmantelar redes criminosas e reduzir seu impacto nas comunidades ao redor do mundo.”
Já houve, inclusive, conversas entre a Polícia Federal e Urquiza, como revelou o jornal Valor Econômico e confirmou a CNN Brasil.
