Comunicado do Departamento de Energia afirmou que acordos marcam o início de “uma parceria multibilionária de várias décadas”

Annie Grayer, da CNN 22/07/26 às 18:44 | Atualizado 22/07/26 às 18:44
O Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou a assinatura de um acordo nuclear com a Arábia Saudita nesta quarta-feira (22). O texto seguirá agora para o Congresso para um período de análise obrigatória.
Isso pode permitir o enriquecimento de combustível para reatores nucleares civis sem adotar o “padrão-ouro” de supervisão internacional, segundo duas autoridades dos EUA e uma fonte a par do assunto.
O documento, conhecido como “acordo 123”, teria duração de 30 anos, segundo uma autoridade americana, que acrescentou que ele envolveria empresas dos EUA fornecendo tecnologia e expertise para desenvolver o programa saudita.EUA assinam acordo com Arábia Saudita que pode permitir combustível nuclear
Comunicado do Departamento de Energia afirmou que acordos marcam o início de “uma parceria multibilionária de várias décadas”
Annie Grayer, da CNN 22/07/26 às 18:44 | Atualizado 22/07/26 às 18:44, por Neto Gaia

Qualquer acordo que conceda à Arábia Saudita acesso à tecnologia nuclear pode gerar controvérsia, tanto internamente quanto em toda a região do Oriente Médio, uma vez que a capacidade de enriquecer combustível nuclear poderia, em teoria, levar eventualmente à criação de armas nucleares.
O pacto inclui limitações quanto às inspeções que poderiam ser realizadas no programa saudita, segundo autoridades e fontes, o que pode suscitar ceticismo entre legisladores.
A Arábia Saudita não é obrigada a assinar um acordo padrão conhecido como Protocolo Adicional com a Agência Internacional de Energia Atômica — ao contrário do que fizeram os Emirados Árabes Unidos em 2009, ao assinarem um acordo de cooperação nuclear de “padrão ouro” com os EUA —, afirmou uma autoridade.
Os sauditas resistiram por muito tempo a assinar o protocolo, receosos de que ele pudesse, teoricamente, permitir a entrada de inspetores na cidade sagrada de Meca ou em palácios reais.
Em vez disso, o documento inclui um pacto bilateral de salvaguardas que se assemelha ao protocolo-modelo, mas não contém as cláusulas que desagradaram a Riad, segundo informou uma autoridade dos EUA à CNN.
