Atualizado por Neto Gaia, às 16: 25
Segue após Publicidade:

João Bosco do Nascimento, Rua do Perdão número 41, Santa luzia. Artesão a 35 anos e funcionário público.
Trabalhamos com várias artes. Whatsapp: 87 9 9653-6150Santa Maria da Boa Vista, PE.

Seguindooooooooooo
Nem o mais otimista dos democratas imaginaria uma vitória tão ampla, afirma Guga Chacra em newsletter
Por Guga Chacra na newsletter De Beirute a NY

Este texto é da newsletter diária do Guga Chacra, com informações e análises exclusivas. Clique aqui para se inscrever.
Os democratas trucidaram os republicanos nas eleições de meio de mandato. É a maior derrota de Donald Trump desde que entrou para a política. Maior até mesmo do que quando perdeu a Presidência para Joe Biden. Estados solidamente republicanos, como Texas, Carolina do Sul e até o Kansas, elegeram candidatos democratas, algo impensável poucos meses atrás. Nem o mais otimista dos democratas imaginaria uma vitória tão ampla como a desta terça-feira, com a conquista folgada da maioria no Senado e ficando próximos de repetir o feito na Câmara.
- Enfraquecido: O que resta para Trump após derrota avassaladora
Progressistas e moderados – Democratas de todos os perfis venceram as eleições. Dos mais moderados, como Roy Cooper na Carolina do Norte, aos mais progressistas, como Abdul El-Sayed em Michigan. Ganharam em estados do Sul e do Meio-Oeste. Mantiveram estados na Costa Nordeste e também no Oeste. Não houve lugar em que os democratas foram surpreendidos. Na verdade, eles surpreenderam em todos.
Texas democrata – Os democratas viraram o Texas, um estado que é sinônimo de republicano há décadas. James Talarico foi eleito para o Senado com uma vantagem de mais de 12 pontos percentuais. O governo estadual também passou para as mãos do partido. A vitória, insisto, não pode ser descrita como apertada. Permite que os democratas sonhem em transformar o Texas em azul nas próximas eleições presidenciais. Elon Musk reclamava da Califórnia e usava o Texas como símbolo de lugar onde não havia progressistas. Gastou centenas de milhões de dólares em apoio ao candidato republicano. Perdeu dinheiro e agora será governado por democratas, independentemente de estar em Austin ou San Francisco.
Do Kansas à Carolina do Sul – Outros bastiões republicanos mudaram de lado nas disputas pelo Senado. O Kansas elegeu o pastor Adam Hamilton, que teve uma margem de cinco pontos sobre seu adversário, enquanto a Carolina do Sul deu a vitória a Annie Andrews. Os dois estados se juntam à Georgia, que reelegeu o democrata Jon Ossoff. Seis anos atrás, Ossoff venceu por menos de 1%. Desta vez, abriu vantagem de 18% e já desponta como um possível nome para as primárias democratas. Em uma clara guinada da Geórgia para o campo “azul”, Keisha Lance Bottoms se tornou a primeira mulher negra e afro-americana eleita governadora nos EUA.
- Mulheres, negros, gay: Eleições entram para a história com marcos de representatividade
Primeiro muçulmano – Progressista e crítico do apoio dos EUA a Israel, Abdul El-Sayed superou todos os ataques islamofóbicos e venceu as eleições para o Senado em Michigan, mantendo a cadeira com o Partido Democrata. Será o primeiro senador muçulmano da história dos Estados Unidos. Com uma agenda focada no aumento do custo de vida, é mais um integrante da jovem esquerda norte-americana que tem como maior expoente Zohran Mamdani, prefeito de Nova York. Em um estado vencido por Donald Trump nas últimas eleições, El-Sayed obteve uma vitória com 6% de vantagem.
Os experientes – Democratas experientes e moderados como o ex-governador da Carolina do Norte Roy Cooper e o ex-senador por Ohio Sherrod Brown também conseguiram vitórias na disputa para o Senado. Esses estados estavam, até então, com os republicanos. Cooper venceu com uma impressionante vantagem de 20% dos votos e também aparece como nome forte para as primárias democratas. Brown volta ao Senado ao vencer por cinco pontos percentuais.
Do Maine a Iowa – Os democratas ainda conseguiram superar a quase “eterna” senadora republicana Susan Collins, no Maine, onde Troy Jackson venceu com uma vantagem de 8%. Já Iowa elegeu Josh Turek. Ao todo, os democratas conseguiram virar sete estados e ainda mantêm chances de vencer no Alaska, ampliando o número para oito. Ao final, devem somar 54 ou 55 cadeiras no Senado, de um total de 100.
Amanhã, na minha coluna, falarei dos impactos para o presidente Trump dessa humilhação imposta aos republicanos.
