Atualizado às 15: 55,
Ideia é começar a etapa final da eleição com um ritmo intenso de agenda

A equipe de coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nesta sexta-feira em São Paulo para discutir a estratégia que será adotada no eventual segundo turno na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O cenário que o comando da candidatura à reeleição do petista trabalha hoje é com Lula à frente de Flávio no resultado das urnas neste domingo, ainda que por uma margem apertada. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostrou o presidente com 42% das intenções de voto no primeiro turno e o candidato do PL, com 38%.
A expectativa é que nesse encontro da coordenação possam ser discutidos desde agenda do candidato nas próximas semanas até qual estratégia será adotada daqui para frente e o tom das peças de propaganda eleitoral. A ideia é começar a etapa final da eleição com um ritmo intenso de agendas para mobilizar os apoiadores.
No radar dos aliados da ala política de Lula, também estão as tratativas junto a lideranças de partidos de centro para buscar a manutenção da posição de neutralidade deles. Hoje, a tendência é que siglas do chamado Centrão apoiem Flávio na segunda rodada, mas cardeais desses partidos dizem que é preciso aguardar os resultados das urnas neste domingo antes de cravar qualquer posição.
O próprio Lula entrou nas negociações com lideranças desses partidos para garantir a neutralidade no primeiro turno. Como o GLOBO mostrou, o petista se reuniu com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na véspera de a sigla declarar neutralidade. Lula também esteve com a presidente do Podemos, Renata Abreu (SP), e conversou com os líderes do União Brasil e do PP na Câmara, Pedro Lucas (MA) e Dr. Luizinho (RJ), respectivamente. O petista pediu para que esses partidos não tomassem nenhuma posição sobre o segundo turno antes de uma nova rodada de discussões com ele e a cúpula do PT.
De acordo com um governista da articulação política, é preciso uma margem de cerca de quatro pontos para conseguir brecar uma eventual adesão desses partidos à candidatura de Flávio. Ele pondera, no entanto, que a realidade eleitoral dos estados também pode ter peso nessa equação: lideranças de estados que votam majoritariamente em Lula podem brigar pela neutralidade de seus partidos a nível nacional para amarrar o apoio do presidente e do PT em disputas aos governos estaduais que forem para o segundo turno. A federação União Progressista tem uma reunião marcada para o dia 6 de outubro para discutir eventual apoio ao candidato.
Um outro integrante do governo diz que também está no radar de atenção da campanha de Lula o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que ele leve à votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1, considerada um trunfo eleitoral para o petista. Publicado em 02/10/2026, às 03h30 | Foto: reprodução FlowPodcast
