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Assessor especial da Presidência fez declaração durante agenda na Rússia, durante encontro sobre segurança pública internacional, horas antes de o governo dos Estados Unidos classificar PCC e PV como organizações terroristas
Duda Cambraia, da CNN Brasil, Brasília 28/05/26 às 19:41 | Atualizado 29/05/26 às 16:25

REUTERS/Andressa Anholete
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, disse nesta quinta-feira (28) que “equiparar o crime organizado ao terrorismo não é útil”.
A declaração foi feita durante discurso no XIV Encontro Internacional de Altos Representantes para Assuntos de Segurança, realizado na Rússia, horas antes de o governo dos Estados Unidos classificar as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
Em seu discurso, Amorim disse que o crescimento do crime organizado é uma “séria ameaça à segurança” e que é preciso “compreender” as motivações para combater o crime de forma eficaz.
“O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Equiparar o crime organizado ao terrorismo, contudo, não ajuda. Compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crime”, disse.
