Atualizado às 9: 50, por Neto Gaia
Investigadores registraram o que encontraram nas residências de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte
Por Eduardo Gonçalves (para), Neto Gaia

Os policiais federais se surpreenderam com o “altíssimo padrão”, “requinte da arquitetura” e design dos móveis” e “amplos recintos” das três mansões do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, localizadas em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Os locais contavam com spas, bares, academias, salas de cinema, piscinas, cofres, adegas e suítes (confira as fotos abaixo), conforme registros da PF anexados ao inquérito que investiga fraudes bilionários envolvendo o Banco Master.
Nas casas visitadas pelos agentes, foram apreendidos diversos itens entre dinheiro vivo, joias, obras de arte, relógios e carros blindados. Entre eles, estavam um HD de 6 terabyte, um colar de diamantes com a letra D, uma pintura atribuída ao francês Pierre Auguste Renoir, um quadro com a frase “we kill for peace” (nós matamos pela paz), pastas com o timbre da Câmara dos Deputados e do Banco de Brasília (BRB), R$ 290 mil em notas de reais e dólar escondidos em uma gaveta-cofre no closet do quarto etc.
A casa de Vorcaro em São Paulo



O que a Polícia Federal encontrou
Nos documentos, a PF também fez uma descrição sobre a utilidade de cada residência de Vorcaro. A de São Paulo, no bairro Jardim América, aparentava ser a mais vigiada e a que ele mais usava. Guardava o seu enxoval de roupas e relógios Rolex, Audemars Piguet e Richard Mille, e contava com dois seguranças na área externa e um vigilante na guarita. Lá, os agentes acharam três cofres, e um deles precisou ser arrombado porque os advogados não sabiam a senha.
Além disso, a casa também dispunha de uma “ampla adega subterrânea” com “centenas” de vinhos de “elevado valor comercial”. Como havia muitas garrafas, que precisariam ser catalogadas, a PF considerou “inviável” tirá-las de lá.
Em Brasília, no Lago Sul, a residência de Vorcaro servia mais “para recepções e reuniões”, anotaram os agentes, que encontraram lá “pouquíssimos objetos pessoais”. O local contava com uma vista para o lago Paranoá e a Ponte JK, dois cartões postais da capital federal, além de salas de reunião. Nas gavetas do escritório, o que chamou mais atenção foi uma lista de vinhos caros e um memorial descritivo sobre fazendas.
O funcionário que abriu a porta aos policiais trabalhava para a Prime You, a empresa de compartilhamento de bens de luxo, da qual Vorcaro foi sócio até o ano passado. A companhia também administrava os jatinhos e o iate que ele usava.
A casa de Vorcaro em Brasília



O que a Polícia Federal encontrou
A mansão de Belo Horizonte, no bairro Belvedere, por sua vez, reunia três terrenos contíguos em um e possuía “amplos recintos que se desdobravam em quartos, salas de estar, áreas de lazer, espaço gourmet com bares, academias, spa e quadras de jogos”.
Os agentes, no entanto, se depararam com um local praticamente desabitado. Não encontraram nenhum item de valor e os armários estavam vazios. Os agentes ouviram da governanta que o local era usado apenas para “refúgio de lazer e descanso”.
