Atualizado em 5 de janeiro de 2026, às 9⌚ 50.
O vereador do Recife Eduardo Moura (Novo) anunciou o protocolo de um pedido de impeachment contra o Prefeito João Campos (PSB), motivado pela nomeação e posterior anulação da posse de um procurador do Município, fato que gerou questionamentos jurídicos sobre o cumprimento das regras do concurso da Procuradoria Geral do Recife.

Segundo o Parlamentar, o Prefeito teria cometido crime de responsabilidade e infração político-administrativa ao nomear Lucas Vieira Silva como Procurador Judicial após reclassificá-lo para a lista de pessoas com deficiência (PCD). O concurso foi realizado em 2022 e homologado em 2023, quando o candidato ocupava a 63ª colocação na lista geral.





Eduardo Moura afirma que um laudo médico apresentado em 2025 para a reclassificação como PCD foi negado por três procuradoras concursadas, mas a decisão teria sido revista pelo então procurador-geral do Município, cargo comissionado indicado pelo Prefeito. Três dias depois, o Candidato foi nomeado.
Diante da repercussão negativa, a Prefeitura do Recife anulou a nomeação em 31 de dezembro e, em seguida, nomeou Marko Venício dos Santos Batista, candidato originalmente classificado para a vaga de PCD, conforme publicação em edição extraordinária do Diário Oficial.
O caso ganhou destaque após a divulgação de que o candidato inicialmente nomeado é filho de uma procuradora de contas do Ministério Público de Contas junto ao TCE-PE e de um juiz do TJPE. O Vereador sustenta que os fatos violam princípios da legalidade, moralidade administrativa e isonomia, além de dispositivos legais.
Eduardo Moura afirma que a anulação do ato não afasta possíveis ilegalidades e que a abertura do processo de impeachment depende da coleta de assinaturas dos vereadores. Atualmente, apenas 6 dos 37 parlamentares da Câmara do Recife integram a Oposição.
Vamos detalhes…
O Prefeito João Campos ainda não se pronunciou sobre o caso.
História: Carlos Eugênio
Reprodução do Material: por Neto Gaia.
