Toffoli admite ser sócio de empresa que fez negócio com cunhado de Vorcaro, mas nega amizade

By Neto Gaia fev12,2026

Atualizado em 12 de fevereiro de 2026, às 14🕒 20;

PF entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o material encontrado no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em que há menções ao ministro do STF

Correio Braziliense

Publicado: 12/02/2026 às 11:10

O magistrado afirmou que todos os valores foram declarados à Receita e garantiu que nunca “recebeu qualquer valor” do banqueiro (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli admitiu, por meio de nota divulgada na manhã desta quinta-feira (12/2), que é sócio da Maridt, empresa que vendeu uma participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo do cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O magistrado afirmou que todos os valores foram declarados à Receita Federal e garantiu que nunca “recebeu qualquer valor” do banqueiro ou de seu cunhado Fabiano Zettel, também citado nas investigações.

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O magistrado afirmou que todos os valores foram declarados à Receita e garantiu que nunca “recebeu qualquer valor” do banqueiro (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

O magistrado afirmou que todos os valores foram declarados à Receita e garantiu que nunca "recebeu qualquer valor" do banqueiro (crédito: Rosinei Coutinho/STF)
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master (Banco Master)

No comunicado, Toffoli diz que a Maridt é uma empresa familiar organizada como sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial.

“O ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador. A Maridt é uma empresa familiar constituída como sociedade anônima de capital fechado e administrada por parentes do ministro. Toffoli integra o quadro societário e, segundo sua assessoria, recebeu apenas dividendos, sem exercer funções de gestão, o que é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura”, afirmou o ministro em nota.

O magistrado também negou conhecer o gestor do Fundo Arllen e ressaltou que não possui nenhuma amizade ou outra relação pessoal com Daniel Vorcaro ou com Fabiano Zettel.

“Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”, escreveu.

Ontem (11), a Polícia Federal entregou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a inspeção do celular do presidente de Daniel Vorcaro, que apontou citações a Toffoli e a outras pessoas com foro privilegiado. O conteúdo está sob sigilo e foi entregue pelo próprio diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

Toffoli é o relator da investigação sobre as supostas fraudes na tentativa de compra do Master pelo BRB. Os diálogos reforçam as suspeitas de uma possível relação próxima entre Vorcaro e o ministro, em meio à apuração que envolve o Master

Leia a nota na íntegra

A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.

O ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.

A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.

Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado.

Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição. A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.

Ademais, o ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel.

As informações são do Correio Braziliense.

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