Senador discursou em evento conservador no Texas e afirmou que Jair Bolsonaro é vítima de “lawfare”, criticou Lula e sugeriu acordo entre Brasil e EUA por minerais críticos

By Neto Gaia mar29,2026

Por Guilherme BalzaPedro Henrique Gomes, GloboNews e g1 — Brasília

28/03/2026 20h 31 | Atualizado: em 29 de março às 9: 50.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu pressão diplomática para que as eleições de 2026 no Brasil tenham “valores de origem americana”. A fala foi em discurso em um evento conservador realizado no Texas, estado dos Estados Unidos.

“Apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente. Em vez da administração Biden interferir em nossas eleições para instalar um socialista que odeia a América, aplicar pressão diplomática por eleições livres e justas baseadas em valores de origem americana —essa é uma boa mudança de política externa para a região, não é?”, disse.

Dirigindo-se diretamente ao público americano, o senador pediu que os Estados Unidos e o “mundo livre” acompanhem de perto o processo eleitoral brasileiro, observem a liberdade de expressão nas redes sociais e pressionem institucionalmente para garantir eleições “livres e justas”.

Ao abrir o pronunciamento, Flávio buscou estabelecer paralelos entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, e o presidente norte-americano, Donald Trump. Disse que seu pai estaria preso e condenado a 27 anos por motivação política, em um processo que classificou como “lawfare”.

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🔎 Lawfare uso do sistema jurídico e de normas legais como arma para perseguir, deslegitimar ou eliminar adversários políticos, econômicos ou sociais.

O senador também afirmou que Jair Bolsonaro lutou contra o que chamou de “tirania da Covid”, sem detalhar a que se referia. Desde 2020, mais de 700 mil pessoas por Covid019 no Brasil, a grande maioria durante a pandemia da doença.

Flávio relembrou a relação entre Jair Bolsonaro e Trump e afirmou que o ex-presidente brasileiro foi o aliado internacional mais leal do republicano.

Também acusou a administração do ex-presidente dos EUA Joe Biden de interferir nas eleições de 2022, citando um suposto financiamento, não comprovado, por meio da UNAID, agência humanitária norte-americana fechada por Trump, e apoio indireto ao retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder.

Flávio Bolsonaro discursa em evento conservador realizado no Texas, nos Estados Unidos, neste sábado (28).. — Foto: Callaghan O'Hare/Reuters

Flávio Bolsonaro discursa em evento conservador realizado no Texas, nos Estados Unidos, neste sábado (28).. — Foto: Callaghan O’Hare/Reuters

O senador afirmou que o futuro do hemisfério ocidental passa pelo Brasil por conta do tamanho do território, população, peso econômico e, sobretudo, das reservas de minerais críticos, como terras raras, fundamentais para a indústria tecnológica e militar.

Também criticou a revogação da concessão de visto de Darren Beattie, assessor de Trump para temas relacionados ao Brasil, que iria visitar o país para participar de um evento e pediu para visitar Bolsonaro, o que não constava da programação informada ao governo brasileiro para obter o visto.

“Algo sem precedentes em nossa história. Tudo porque o Dr. Beattie pediu para visitar meu pai na prisão e avaliar suas condições. Sim, o Brasil agora está expulsando diplomatas americanos”, disse Flávio Bolsonaro.

Flávio afirmou que Lula atuou para evitar que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas.

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