Publicado: 07/01/2026 às 15⌚ 34 | Atualizado às 16⌚ 30.
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O prefeito João Campos afirmou, que o pedido de Impeachment faz uso político da causa da pessoa com deficiência (PCD), a qual ele considera que tem um cuidado especial

Foto: Marina Torres | Reprodução: NG
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), chamou de “oportunismo político” o pedido de Impeachment protocolado pela oposição na Câmara dos Vereadores na última segunda-feira (5), sob as acusações de crime de responsabilidade e atos de improbidade administrativa após a decisão polêmica, já recuada, que alterou o resultado de um concurso público.
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Campos inaugurava a primeira etapa do Parque Alagável Campo do Sena, no bairro do Barro, Zona Oeste da capital pernambucana, nesta quarta-feira (7), quando quebrou o silêncio sobre o Impeachment.
“Chega ano eleitoral, nossos nomes aparecem de forma importante nas pesquisas, e algumas pessoas acham que é o jogo do vale-tudo. Não é assim. Vou tratar tudo com seriedade e com respeito. O povo do Recife me conhece e sabe”, disse o prefeito, reconhecendo sua projeção como candidato ao governo de Pernambuco nas eleições deste ano.
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“Tenho absoluta confiança na Câmara dos Vereadores que não vai se deixar levar por uma irresponsabilidade eleitoral”, acrescentou. O autor do pedido de Impeachment é o vereador Eduardo Moura (Novo), um dos principais opositores de João Campos na Câmara Municipal, e cujo nome aparece de forma recorrente nas pesquisas para o governo. Apesar disso, ele não lançou pré-candidatura ao Executivo, e se especula que ele disputará uma vaga na Câmara dos Deputados.
No texto, ele alega que o prefeito teria infringido a Lei de Improbidade Administrativa e o Decreto-Lei 201, que trata de crimes de responsabilidades de prefeitos, dispositivos da Lei Orgânica do Recife.
“Há um oportunismo político e eleitoral claro nisso. Hora nenhuma nesse debate se falou que era uma disputa administrativa entre dois candidatos com deficiência: um com autismo, com laudo da Justiça Federal do Trabalho, e outro com deficiência física”, disparou João Campos, voltando a abordar a polêmica do concurso.
No dia 23 de dezembro, o prefeito nomeou Lucas Vieira da Silva para o cargo de procurador municipal ocupando uma vaga destinada para pessoas com deficiência após ele apresentar um laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) emitido pela Justiça Federal do Trabalho.
O atestado, no entanto, foi apresentado dois anos após a realização do certame, aplicado em 2022, para o qual Silva havia se inscrito para disputar as vagas de ampla concorrência. Ele ficou na 63ª posição. Com a nomeação, Silva passaria na frente do candidato Marko Venício dos Santos Batista, que havia se classificado para a vaga.
A polêmica ganhou mais proporção devido ao fato de Silva ser filho de uma procuradora do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e de um juíz do Tribunal de Justiça (TJPE).
Guilherme Anjos – DP | Para Neto Gaia:
