
Presidente da Câmara e da UVP diz que cidade “não aceita mais forasteiro” e defende representante dos vereadores pernambucanos na Assembleia
O presidente da Câmara de Gravatá, Léo do Ar (PP), confirmou que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), durante entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha FM 96,7 MHz, onde abordou cenários eleitorais, alianças e seus próximos passos na política estadual.

Ao falar sobre a possível candidatura, Léo afirmou que Gravatá vive um novo momento político e que o eleitor não aceita mais candidatos que aparecem apenas no período eleitoral para pedir votos e depois se afastam da cidade. Segundo ele, há um planejamento estruturado para ampliar sua atuação além do município.
Presidente também da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), Léo destacou que existe um projeto político construído ao lado do deputado federal Eduardo da Fonte, líder do PP no Estado. De acordo com ele, a articulação vem sendo desenhada há cerca de três anos.
Durante a entrevista, Léo foi questionado sobre o posicionamento de Eduardo da Fonte em relação à base da governadora Raquel Lyra. Ele evitou antecipar qualquer definição e afirmou que essa resposta cabe ao próprio deputado, ressaltando que “a política é uma nuvem” e que os cenários podem mudar, apesar de especulações sobre a continuidade da parceria.
O vereador também relembrou que já apoiou o deputado Waldemar Borges (MDB), mas sinalizou que agora segue outro caminho político. Segundo ele, o momento é de consolidar um projeto próprio.
Representando a UVP, Léo defendeu a importância de os vereadores pernambucanos terem um representante direto na Alepe. A proposta é fortalecer a interlocução entre o Legislativo municipal e estadual, ampliando a defesa das pautas das câmaras municipais.
Como estratégia, ele pretende regionalizar suas ações políticas, criando núcleos em diferentes regiões do Estado para ouvir demandas locais e transformá-las em propostas concretas. A ideia é estruturar uma base organizada que dialogue com as necessidades específicas de cada área.
Com o anúncio da pré-candidatura, o cenário político no Agreste e em outras regiões começa a ganhar novos contornos, indicando que a disputa por espaço na Assembleia Legislativa promete ser movimentada nos próximos meses.
