Tudo aconteceu: na última sexta-feira (20)
A filiação da ex-deputada Dulce Amorim ao PSD, articulada pela governadora Raquel Lyra, reposiciona o nome da sertaneja no cenário político estadual para as eleições de 2026.

Dulce comentou bastidores da articulação, fez críticas à execução de emendas no passado e reforçou alinhamento com o grupo governista, inclusive diante de uma possível escolha entre nomes da própria base.Ao relembrar o mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Dulce afirmou que ainda carrega frustração por projetos que não avançaram, especialmente na área hídrica.“Então essa questão da saúde, essa eu me sinto assim um pouco frustrada no meu mandato, porque infelizmente a gente não teve umas emendas liberadas.
A gente colocou emendas que era para perfurar mais de 200 poços na nossa região como um todo e infelizmente essa emenda foi desviada. Então muita gente que era para ter recebido benfeitorias, infelizmente não foram justamente por conta dessa política.
E hoje é uma coisa que eu fico feliz, porque a governadora hoje procura tratar os parlamentares com muita dignidade, em realmente fazer com que as emendas cheguem a quem de direito.”Ela também destacou o impacto direto da não execução dessas ações.“Quando você fala dessa questão do mandato, eu me sinto assim, tem essa questão que ainda me dá um nó na garganta, que eu ainda não consegui superar de saber que muita gente poderia hoje estar com a situação de água amenizada e, infelizmente, não foi por conta do não cumprimento do que deveria ter sido por parte do poder executivo da época.”
Perda de representatividade de Petrolina
Dulce avaliou como negativa a redução de deputados estaduais da região, principalmente, quando o deputado Antônio Coelho foi parasecretaria de turismo de Recife, deixando vaga uma cadeira na Alepe. Ela destacou os prejuízos políticos e financeiros.
“Na realidade foi uma grande perda para Petrolina, foi uma grande perda para o Sertão, porque o sentimento de pertencimento ele domina. Por mais que a gente trabalhe por outras regiões, a nossa região tem um peso fundamental. Quando a gente está à frente de um mandato, a gente quer realmente tornar o nosso lugar melhor, tornar nossa região melhor para que todos que aqui chegam e todos que aqui nasceram possam ter uma melhor convivência.”
Ela também citou o aumento no volume de emendas parlamentares.
“Porque só uma pessoa fala e a gente ainda ficou com essa lacuna em branco por um bom período. E o volume de emendas hoje de um deputado estadual chega a 7 milhões, no meu tempo foi 2 milhões. Então você percebe como o volume é bem maior e como você pode investir ainda muito mais aqui na região.”
Miguel Coelho e a disputa ao Senado
Sobre a possível candidatura de Miguel Coelho ao Senado, Dulce evitou cravar apoio direto, mas valorizou a aproximação política.“Olha, para a gente é um momento muito feliz em receber Miguel aqui como apoio à nossa governadora.
Eu fico feliz que o grupo político daqui tenha reconhecido o que o nosso grupo já reconheceu desde o início do mandato de Raquel. Quanto às candidaturas, eu creio que ainda há muita água a passar por baixo das pontes até o dia 4 de abril. Então, essa questão ainda não está definida, nem para Senado, nem para deputado.”
Ela reforçou que seguirá a decisão da governadora.
“Nós somos soldados. O que a nossa governadora decidir, pode ter certeza que vamos estar a postos para trabalhar junto com ela na eleição e na construção de qualquer um dos postulantes.”
Alianças e possível escolha entre nomes da base
Questionada sobre articulações com Odacy Amorim e outros nomes do Sertão, Dulce disse que o momento ainda é de construção política.“A gente ainda não sentou para conversar, porque estamos deixando passar esse momento de filiações.
O que a gente tem deixado claro é que estamos à disposição para construir. Se houver possibilidade de composição, vamos tratar com naturalidade, sempre buscando fortalecer o palanque da governadora aqui no Sertão.”Ao final, ela admitiu que a decisão pode passar diretamente pela governadora, inclusive com a necessidade de definição entre ela e Odacy.“A gente está disposto a construir aliança.
Agora, tudo isso depende também das alianças que virão. Se a governadora achar que as alianças aqui não vão ser o ideal e nos convocar os dois, então a gente vai sentar e conversar para poder fazer uma melhor avaliação e ver o que vai acontecer.” Fonte: Blog-Programa NossaVoz:
Reprodução: Neto Gaia, em 23 de março de 2026, às 9: 14.
