Bolsonaro passa primeira noite em casa após 125 dias

By Neto Gaia mar28,2026

Veja como funciona o esquema de segurança no condomínio onde está o ex-presidente

Davi Alencar, da CNN Brasil*28/03/26 às 04:11 | Atualizado 28/03/26 às 08:30

Jair Bolsonaro em casa após ter alta hospitalar  • CNN

Após passar duas semanas internado e quase quatro meses preso entre o Complexo da Papuda e a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a primeira noite em casa em 125 dias, sob prisão domiciliar temporária.

Bolsonaro recebeu alta médica na manhã de sexta-feira (27). Ele esteve na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DF Star desde 13 de março e posteriormente transferido para um quarto, o ex-presidente foi diagnosticado com um quadro de broncopneumonia bilateral. 

Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro foi transferido para a prisão domiciliar por 90 dias. A defesa do ex-presidente justificou o pedido em razão do quadro de saúde, para que ele mantenha o tratamento médico no conforto de casa.

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Linha do tempo

Preso preventivamente pela primeira vez em 22 de novembro de 2025, por tentativa de romper a tornozeleira eletrônica em casa, Bolsonaro foi levado para a Superintendência da PF.

No dia 15 de janeiro de 2026, Moraes autorizou a transferência para a chamada “Papudinha”, ala especial do Complexo Penitenciário da Complexo Penitenciário da Papuda destinada a presos com direito a custódia diferenciada. A nova cela tinha cerca de 64,8 m², com banheiro, cama de casal, geladeira, televisão e área externa para banho de sol reservado.

Na Papudinha, Bolsonaro permaneceu por 57 dias. Nesse período, o STF manteve a negativa de prisão domiciliar após laudos médicos apontarem comorbidades, mas afirmarem que as doenças estavam controladas, e que o local tinha estrutura adequada para o tratamento.

Esquema de segurança

Em nota divulgada à imprensa, a administração do Solar de Brasília – condomínio onde Bolsonaro e sua família residem- divulgou orientações aos moradores e aos visitantes após a determinação de prisão domiciliar humanitária.

A área referente ao condomínio será monitorada 24 horas por equipes do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pelo cumprimento das medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Também está proibido qualquer tipo de aglomeração, manifestações ou acampamentos em um raio de até 1 km da residência. O condomínio também fez um alerta direto aos moradores para que tenham cuidado redobrado com a entrada de visitantes.

A nota também reforça que a segurança na área externa passa a ser de responsabilidade exclusiva das autoridades policiais, e não é recomendada “qualquer interferência dos moradores”.

Medidas cautelares

Após manifestação favorável da PGR (Procuradoria Geral da República), Moraes concedeu a prisão domiciliar temporária, no entanto, sob condições restritas. Veja quais são: 

  • Uso de tornozeleira eletrônica com área de inclusão do monitoramento limitando-se ao endereço residencial;
  • Autorização de visitas permanentes dos filhos às quarta-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h;
  • A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Laura Bolsonaro, e Letícia Marianna Firmo da Silva, enteada do ex-presidente, não precisarão de autorização já que residem na mesma casa em que o ex-presidente;
  • Autorização de visitas permanentes de seus advogados todos os dias de semana, inclusive aos finais de semana e feriados, iniciando-se às 8h20min até as 18h, sempre por 30 (trinta) minutos, mediante agendamento prévio;
  • Autorização de visita permanente da equipe médica previamente designada pelo atendimento ao ex-presidente;
  • Autorização para sessões permanentes de fisioterapia;
  • Autorização para internação urgente de Bolsonaro caso seja necessário, sem ser preciso de autorização judicial;
  • Proibição do uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa;
  • Proibição do uso de redes sociais diretamente por Bolsonaro ou por terceiros;
  • Proibição de gravação de vídeos ou áudios diretamente por Bolsonaro ou por terceiros.

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