Sofrimento do povo Brasileiro é Resultado de ataques à democracia no país, diz Lula em Paris

“Quero me despedir afirmando que nossa luta prosseguirá, com a participação de todos vocês, porque é a luta pela democracia, pela igualdade, pelos direitos dos desprotegidos, pela humanidade e pela

Fonte: Jornal GGN (Ao) Neto Gaia | com a edição do meio-dia

Foto Ricardo Stuckert

Jornal GGN – Ao receber o título de cidadão honorário de Paris, o ex-presidente Lula proferiu importante discurso. Reconheceu a importância da honraria, em momento tão difícil de sua luta, ainda encarcerado, e com o país passando por tantos eventos que agrediram o estado democrático de direito. Lembrou da luta em solo brasileiro contra acusações estapafúrdias, de cunho meramente político, que fez com que procurasse, inclusive, tribunais internacionais para conseguir fazer sua defesa e demonstrar sua inocência.

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Prefeito Luciano Duque (Com) Luiz Inácio Lula da Silva
Resultado de imagem para foto do Luciano Huck Lula e Márcia Conrado
(x-presidente Lula acredita muito no potencial de Márcia Conrado)

Além disso, o ex-presidente pede diálogo e ações concretas de governantes do mundo para enfrentar a desigualdade, e retomada da democracia.

Leia o discurso a seguir.

“Senhora Anne Hidalgo,

Senhoras e senhores representantes do Conselho de Paris,

Minhas amigas e meus amigos,

Agradeço de coração o título que a cidade de Paris me concede, por meio de seus representantes. Agradeço especialmente à prefeita Anne Hidalgo, pela generosa indicação, e ao Conselho de Paris que a aprovou.

Este título teria de se estender, na realidade, às mulheres e homens que defendem a democracia e os direitos da pessoa humana, às brasileiras e brasileiros que lutam por um mundo melhor.

Receber este privilégio me emociona, primeiramente, porque a cidade de Paris é universalmente reconhecida como símbolo perpétuo dos Direitos do Homem e da mais elevada tradição de solidariedade aos perseguidos.

E me emociona de maneira especial porque foi concedido num dos momentos mais difíceis da nossa luta, quando me encontrava preso de forma ilegal, uma prisão política num processo que ainda não se encerrou.

Era o momento em que mais precisávamos da solidariedade internacional, para denunciar as injustiças que vinham sendo cometidas contra o povo brasileiro e as agressões ao estado de direito em meu país.

E o povo de Paris, como em tantas outras ocasiões, estendeu a nós sua proteção fraternal. Recordo-me de ter escrito, numa carta de agradecimento em outubro passado, que Paris estava rompendo o muro de silêncio que ocultava os crimes contra a democracia no Brasil.

Gostaria de estar nesta cidade libertária para simplesmente celebrar a fraternidade entre os povos e recordar os laços de solidariedade que nos unem ao longo da História. Afinal, sempre houve lugar para brasileiros e latino-americanos entre os lutadores da liberdade que Paris acolheu.

Mas é meu dever falar aqui em nome dos que sofrem, em meu país, com o desemprego e a pobreza, com a revogação de direitos históricos dos trabalhadores e a destruição das bases de um projeto de desenvolvimento sustentável, capaz de oferecer inclusão e oportunidades para todos.

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