Politica: Resumo do Plenário, Parlamentares divergem sobre instalação de usina nuclear em Itacuruba

Fonte: Alepe | Ao portal Neto Gaia / Ás 08h 55

Os impactos econômicos e ambientais da eventual construção de uma usina nuclear  no município de Itacuruba, no Sertão de Itaparica, foram tema de pronunciamentos na reunião plenária dessa quarta. Antonio Fernando, do PSC, salientou a importância do empreendimento para a geração de empregos na região: “Significa quase 30 bilhões de reais. Trinta bilhões de reais, para vocês terem uma ideia, é o orçamento de Pernambuco durante todo o ano. Então, será investido em apenas uma cidade, um município, o orçamento de Pernambuco, de 30 bilhões de reais, é muito importante isso para Pernambuco. E, não só isso, a geração de emprego, posteriormente, quando concluída, a usina nuclear de Itacuruba poderia gerar mais de cinco mil empregos diretos”. 

A Alepe agendou audiência pública para o dia sete de outubro sobre a instalação da usina nuclear em Itacuruba. E, no dia 16 de outubro, os deputados vão conhecer as usinas de Angra 1 e 2, e as obras de Angra 3, no Rio de Janeiro. João Paulo, do PCdoB, anunciou que vai visitar as centrais nucleares no Rio, e revelou preocupação com danos ambientais decorrentes da construção em Itacuruba: “Como é necessária uma grande quantidade de água para resfriamento dos reatores, a temperatura pode aumentar em cinco graus, dos rios, causando a diminuição de peixes em face à escassez de seu alimento. Está prevista ainda a perda da mata ciliar e da vegetação local”. 

A política de segurança do Governo Federal e da gestão do estado do Rio de Janeiro recebeu críticas da deputada Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas, do PSOL. A parlamentar lembrou o assassinato da menina Ágatha Félix, de oito anos, ocorrido na semana passada no Complexo do Alemão, no Rio. E denunciou as mortes causadas pela polícia no Brasil. “E o Governo do Rio de Janeiro vem dizer que isso é um caso isolado. Isso é mais uma tragédia anunciada. É mais uma consequência das políticas públicas de segurança pública que têm como alvo apenas não só o povo pobre, mas o povo negro e periférico desse país.”

Ainda durante a reunião plenária, Jô Cavalcanti salientou o respaldo que o mandato coletivo Juntas tem junto à população. A parlamentar, que representa oficialmente o coletivo, pediu respeito à codeputada Robeyoncé Lima. Segundo Jô, a advogada trans e servidora pública  teria sido “coagida” a se retirar da mesa dos trabalhos da Comissão de Justiça, na última terça.

Integrante do colegiado, Alberto Feitosa, do Solidariedade, foi à tribuna e declarou ter pedido educadamente a Robeyoncé que deixasse o espaço para que o deputado Gustavo Gouveia, do Democratas, pudesse emitir parecer sobre projeto em discussão. João Paulo também comentou o episódio, e pediu que a Mesa Diretora da Casa se pronuncie, diante da “necessidade política” de resolver essa divergência interna.

De acordo com Alberto Feitosa, a Procuradoria da Alepe foi acionada a emitir parecer sobre o caso, mas deve seguir o entendimento jurídico anterior de que o exercício do mandato é pessoal e intransferível.

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