Palmeira Alagoas: População se Revolta e Critica duramente prefeito por exibir Arma de fogo em Live

Desembargadora diz que Júlio Cezar cometeu crime por porte ilegal de arma.

“Intimidação? Medo? ou insanidade?”. Essas perguntas foram feitas pela desembargadora do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Elizabeth Carvalho, ao prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cezar (PSB), que numa transmissão ao vivo em sua rede social exibiu uma arma de fogo. 

“Fiquei estarrecida na sua live de ontem [15], quando vi respostas agressivas e uma pistola alemã, em cima de uma mesa”, escreveu a magistrada em sua página no Facebook. Ela ainda destacou que o prefeito cometeu crime por porte ilegal de arma de fogo. 

Elizabeth Carvalho foi além e criticou Júlio Cézar pelo excesso de vaidade. “Você diz que é um mestre. Quanta ousadia! Nem Sócrates, nem mesmo Jesus, se autodenominaram de Mestre. [você] É um tonto!”, enfatizou a desembargadora pedindo que o prefeito “não nos mostre armas de fogo. Mostre serviços eficazes”. 

Já o presidente da subseção da OAB em Palmeira dos Índios, advogado Marcus Ribeiro, classificou o ato como intimidatório. “É no mínimo irracional na época que vivemos uma autoridade se apresentar num ambiente virtual com cerca de 400 pessoas online, senhoras, jovens, família, idosos, e tantos outros, focar numa arma de fogo para que todos vejam como forma de intimidação”, destacando que o gestor deve um pedido de desculpas à população. 

O médico Hélio Morais também comentou a postura do prefeito de Palmeira dos Índios. “Prepotência, arrogância e/ou tentativa de amedrontar alguém. Não havia, nem há necessidade de exibicionismo com arma de espécie alguma. Foi uma cenografia desnecessária e infeliz”, disparou. 

O empresário Rinaldo Prado disse que o fato foi proposital. “Essa atitude dele foi imbecil. Se mostrou sem querer, foi irresponsável. Não se faz live com arma na mesa. Arma tem que esta guardada. Vamos ser coerentes: ele virou a câmera! Ninguém faz isso sem querer”, comentou. 

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Palmeira dos Índios não quis comentar o caso e disse apenas que “o prefeito é policial”. 

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Ao portal Neto Gaia

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