Médico acusado de matar fisiculturista vira voluntário e atende presos no Paraná

Vinicius Cordeiro e Francielly Azevedo23 de janeiro de 2020, 14:58

Raphael Suss Marques Renata Muggiati curitiba médico
Publicada por Neto Gaia ~ foto ilustrativa’

Registro da prisão de Raphael Suss Marques. (Divulgação/Polícia Civil)

Raphael Suss Marques, acusado de matar a modelo e fisiculturista Renata Muggiati por asfixia e atirar o corpo dela do 31º andar de um prédio, tornou-se médico voluntário na prisão. Ele atua entre 8h às 16h, sem qualquer tipo de remuneração ou vínculo trabalhista, e circula por diversas unidades prisionais do Paraná, como a Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

A reportagem teve acesso ao documento assinado pelo diretor Depen-PR (Departamento Penitenciário do Paraná), Francisco Alberto Caricati, autorizando o pedido encaminhado pelo diretor do Complexo Médico-Penal, em Pinhais, Carlos José Moreira, responsável pela prisão onde o médico está detido. Antes disso, a defesa de Suss Marques solicitou autorização para ele exercer a função como forma de terapia ocupacional.

A argumentação do pedido ressalta que o trabalho é permitido pela Lei de Execuções Penais e que o sistema prisional tem “enorme demanda” para atendimentos médicos. Além disso, alega que Suss Marques tem “bom comportamento” e segue inscrito no Conselho Regional de Medicina.

Vale lembrar que Suss Marques foi preso após desrespeitar as medidas cautelares nos períodos em que aguardou a decisão em liberdade após ser flagrado em um torneio de poker, em janeiro de 2019, no momento que deveria ter comparecido em uma audiência de instrução do caso. Ele justificou que teria compromissos de trabalho e não poderia comparecer ao juízo.

Em outubro, a juíza Taís de Paula Scheer acatou o pedido do MPPR (Ministério Público do Paraná) e determinou que o médico vai a juri popular. Em sua decisão, a magistrada ainda manteve a prisão preventiva do réu com base na garantia da lei e da ordem pública, considerando a gravidade do feminicídio.

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