BRASÍLIA-DF: Justiça Quebra sigilo de Pessoas Ligadas a Flávio Bolsonaro

Ligações e mensagens trocadas por meio de aplicativos podem ajudar nas investigações

Fonte: Correios Brasiliense (Por Renato Souza) Ao Portal Neto Gaia – As ações fazem parte da investigação sobre movimentações suspeitas na conta do ex-assessor do senador(foto: Fabio Teixeira/AFP)O juiz Flávio Itabaiana de Olveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio, autorizou o Ministério Público a quebrar o sigilo telefônico e telemático dos alvos da operação deflagrada nesta quarta-feira (18/11) para colher provas de um suposto esquema de rachadinha envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Entre os listados está Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar.
Desde as primeiras horas do dia, equipes do Ministério Público do Rio cumprem mandados de busca e apreensão contra Queiroz e a ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle. 
As ações fazem parte da investigação sobre movimentações suspeitas na conta do ex-assessor. A suspeita é de que 74 funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) repassavam parte dos salários ao senador. 
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Equipes de investigação miram o irmão de Ana Cristina, primos e outros parentes que teriam participado do esquema. Ela é mãe de Jair Renan, filho mais novo do presidente da República. Nem o jovem nem o pai dele são investigados no inquérito que chegou a ficar parado por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). 
Flávio nega ter cometido irregularidades. Queiroz afirma que o dinheiro movimentado teve origem na venda de automóveis. Ana Cristina ainda não se manifestou sobre o caso. 
No despacho que autoriza o cumprimento dos mandados, o juiz permite “acesso a extração de qualquer conteúdo armazenado nos materiais apreendidos, inclusive registros de diálogos telefônicos ou telemáticos, como mensagens SMS ou de aplicativos WhatsApp”. A coleta de mensagens e ligações deve esclarecer informações relevantes sobre o caso e pode implicar o envolvimento de outras pessoas, inclusive autoridades com foro.

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