Após 20 anos, EUA recordam ataques que ‘mudaram o mundo’ em 11 de setembro

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“O mundo mudou em 11 de setembro”, diz militar que atuou nos serviços de emergência após a queda das torres gêmeas em Nova York

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No dia 11 de setembro de 2001, ataques simultâneos coordenados pela Al-Qaeda causaram a morte de quase 3 mil pessoas nos Estados Unidos. Os terroristas sequestraram quatro aviões com o objetivo de atingir proeminentes alvos norte-americanos, entre eles as torres gêmeas do World Trade Center (WTC), na cidade de Nova York.

Neste sábado (11), 20 anos depois, cerimônias foram realizadas em todo território norte-americano em memória das vítimas. Três memoriais ocorreram em locais atacados pelos terroristas: o marco zero, onde antes ficavam os edifícios, no centro financeiro de Manhattan; o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que foi parcialmente atingido; e um campo no Estado da Pensilvânia, onde um avião caiu após os passageiros retomarem dos sequestradores o controle da aeronave.

Mais de 400 socorristas foram mortos em Nova York naquele dia, a maioria deles bombeiros. O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, relembrou a tragédia e homenageou aqueles que se colocaram em perigo na tentativa de salvar vidas, “exemplificando a própria humanidade e compaixão que o terrorismo busca apagar”.

Memórias

Entre os socorristas que atuaram há 20 anos estavam os soldados da Guarda Nacional de Nova York. “Por estar no exército e servir no exterior, eu sempre soube que os EUA eram vulneráveis ​​a um ataque terrorista”, disse o então major da Guarda Edward Keyrouze, em entrevista ao site do exército dos EUA. “Era apenas uma questão de onde e quando”.

Keyrouze não esquece a primeira impressão que teve na chegada ao local do ataque. “Eu fiquei em choque com o que aconteceu e fiquei surpreso com a devastação das torres e da área ao redor”, diz. “A poeira e os destroços estavam por toda parte e duraram semanas”.

O tenente-coronel William Snyder conta que à época trabalhava também como professor. “Eu estava ensinando em sala de aula, e um colega professor me disse para ligar a TV no noticiário, porque um avião havia atingido o World Trade Center”, disse ele. “No início, pensei que era um acidente. Mas, enquanto assistia ao noticiário, vi o segundo avião atingir o WTC e soube ali mesmo que era um ataque intencional”.

Snyder conta que sempre quis servir ao país nos tempos em que trabalhava como professor de escola pública. Por isso ingressou na Guarda. “Tive a sensação de que eventualmente seria chamado, mas recebi um telefonema por volta das 13h da minha unidade dizendo que eu precisava sair do trabalho porque estaria indo para a cidade”, recorda.

Todd Summers, outro tenente-coronel da Guarda, igualmente respondeu à convocação para atuar depois do atentado. Ele trabalhava naquela manhã em Buffalo, cidade nova-iorquina a cerca de 600 quilômetros do World Trade Center. “Notei alguns oficiais veteranos se reunindo e me juntei a eles”, recorda.

Destroços do World Trade Center após os ataques de 11 de setembro de 2001 (Foto: pingnews.com/Flick)

As equipes enviadas ao local trabalham para limpar a pilha de escombros, a fim de estabilizar as estruturas e buscar sobreviventes.

Os três, que são nova-iorquinos, concordam que a experiência foi avassaladora. “Eu me lembrei das torres gêmeas sendo erguidas quando eu era menino e visitei o local muitas vezes ao longo dos anos, quando estava em Manhattan”, afirma Summers. “Literalmente, fiquei sem fôlego ao ver a destruição. Mas, no final do dia, eu era um soldado, um oficial, com uma missão a cumprir”.

Mesmo um dia após o ataque, havia poeira em Manhattan e veículos esmagados pelos destroços que caíram. A fumaça e poeira eram intensas, e papéis voavam por todo lado. “Naquela época, eu não tinha estado na guerra. Mas, olhando para a devastação, parecia uma zona de guerra”, diz Snyder, que posteriormente serviu no Afeganistão, no Kuwait e na Ucrânia. “Tudo estava coberto de poeira e tínhamos que usar máscaras para não respirar nada”.

Ensinamentos

“O mundo mudou em 11 de setembro”, afirma Summers. “Os dez anos de meu tempo de alistamento antes do 11 de setembro são uma vaga memória, ofuscada pelos meus mais de 20 anos como oficial servindo durante nossa guerra global contra o terrorismo.”

“Todos os anos, ensino sobre o 11 de setembro e conto às crianças minhas experiências”, diz Snyder. “É estranho, mas agora estou ensinando crianças que nasceram depois do ataque e realmente não têm nenhuma noção do que passamos como país. Tento fazer minha parte para garantir que as crianças entendam e que nunca esqueçamos o que aconteceu. “

Os três concordam que foi uma honra ter participado da resposta em 11 de setembro e se dizem orgulhosos. “Tive a honra de responder ao ataque, e as imagens que vi nunca serão esquecidas”, diz Snyder.

“Certa vez, um amigo me disse: ‘Estou feliz por termos pessoas como você, Todd. Eu simplesmente não pude fazer o que você faz.’ Isso é tudo que eu precisava ouvir”, afirma Summers.

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