Advogada da Cemig não responde às perguntas dos deputados na CPI

Na condição de investigada, Cláudia Campos Faria exerceu seu direito de ficar em silêncio durante seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito

Por THAÍS MOTA JORNALISMO O TEMPO; 23/08/21 – 14h 45 AO PORTAL NETO GAIA.

Cláudia - Cemig

Cláudia Campos Faria, advogada da Cemig, foi ouvida na CPI nesta segunda-feira

A advogada da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Cláudia Campos Faria, não respondeu a nenhuma das perguntas feitas pelos deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades em contratos realizados sem licitação firmados pela estatal. 

Ela foi convocada para prestar depoimento nesta segunda-feira (23) na condição de investigada já que, segundo o deputado Professor Cleiton (PSB), teria sido responsável por convalidar o processo de contratação da Exec, empresa que realizou o processo seletivo que selecionou o atual presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho. O contrato com a Exec foi firmado após a realização do serviço, sem licitação, e por decisão do governo de Minas, conforme depoimentos de funcionários da Cemig à CPI na semana passada.PUBLICIDADE

Já o deputado Zé Reis (Podemos) corrigiu o colega e disse que, pelos documentos disponibilizados à CPI, a advogada não convalidou contratações, mas apenas emitiu pareceres jurídicos em relação aos contratos. “Pelo que vislumbrei na documentação apresentada até então, ela sendo advogada da Cemig, não há o que se falar em convalidação por ela, e sim apenas e tão somente a emissão de um parecer nos seus respectivos processos e autos”, disse.

Ainda conforme Professor Claiton e a deputada Beatriz Cerqueira, (PT), Cláudia também teria endossado a contratação sem licitação do coaching para atendimento exclusivo do atual presidente da empresa, no valor de R$ 156 mil. O contrato começou a valer a partir de outubro do ano passado e tem validade de dois anos e o custo de cada sessão é de R$ 1.500.

Além de Cláudia Campos Faria, a CPI deve ouvir ainda nesta segunda-feira o ex- gerente de Compras de Materiais e Serviços da Cemig, Leandro Corrêa de Castro, na condição de testemunha. 

Por meio de nota, a Cemig informou “Cláudia Campos Faria, advogada da Diretoria Jurídica, exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio, o que é assegurado a qualquer cidadão convocado a depor como investigado. A decisão é de foro íntimo e a Companhia não tem qualquer poder de interferir sobre o exercício desse direito constitucional”.

Ainda segundo a empresa, “as informações sobre os procedimentos analisados pela Sra. Cláudia Campos Faria estão registrados nos documentos entregues à Comissão Parlamentar de Inquérito”.

Atualizada às 15h 40.

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